| Cheias em Sofala |
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| Terça, 09 Março 2010 07:52 |
O INSTITUTO Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) acaba de reforçar as equipas de resgate que procuram salvar as pessoas que continuam em zonas de risco, em consequência das inundações que assolam algumas regiões da província de Sofala. Com efeito, uma equipa central já está posicionada no Centro Operativo de Emergência (CENOE), em Caia, para assegurar que tanto esta operação como a acomodação das vítimas aconteça da melhor maneira possível.O facto acontece numa altura em que já foram transferidas as cerca de 200 famílias que estavam acomodadas da Escola Primária Completa de Muda-Mufo para o Centro de Reassentamento de John Segredo, no posto administrativo de Tica, onde existem mais de 100 talhões. A medida visa dar maior comodidade aos infortunados, tendo em conta que no local anterior não havia muito espaço, evitando assim a eventual ocorrência de doenças. O director-geral do INGC, João Ribeiro, que já está no terreno, testemunhou que a situação está controlada, mas admitiu que há necessidade de tomar maior atenção para com as pessoas que continuam nas ilhas. Disse que foram reforçadas as equipas de resgate que estão a “vasculhar” todas as áreas suspeitas. Sobre assunto, o governador de Sofala Maurício Vieira apelou às populações que continuam nas ilhas e outras zonas de risco para se fixarem em áreas mais seguras. Revelou, por outro lado, que houve registo de mais um óbito em consequência das cheias, desta vez no distrito de Dondo, o que elevou para dois o número de pessoas que morreram devido às enxurradas. Entretanto, o director provincial dos Transportes e Comunicações de Sofala, Manuel Guimarães, revelou que um comboio de carga está desde sábado passado a facilitar a evacuação de viaturas ligeiras que não conseguem passar pela Estrada Nacional Número Seis (EN-6), concretamente no troço entre os postos administrativos de Mafambisse e Tica devido às cheias na bacia do Púnguè. Já as viaturas pesadas continuam a transitar, mas acompanhadas por um forte dispositivo policial e uma equipa da Administração Nacional de Estradas (ANE) que está a fazer o controlo no local, numa altura em que os carros só podem circular num único sentido. A nossa equipa de Reportagem trabalhou sábado passado na EN-6, concretamente no troço que liga os postos administrativos de Mafambisse e Tica. No local foi possível ver longas bichas de viaturas que aguardavam a sua vez de atravessar a zona alagada estimada em cerca de quatro quilómetros. Os transportes semicolectivos de passageiros com capacidade de 15 lugares não conseguem atravessar o chamado troço crítico. Os “chapa” que vêm de Nhamatanda terminam na vila de Tica e os outros saem da Beira e só podem levar passageiros até Mutua. As camionetas fazem o resto. Substituem os semicolectivos no troço Tica-Mutua. Além disso, os “chapa-bicicletas” já estão a operar no troço Tica-Mutua, cerca de 10 quilómetros e cobram 50 meticais por cada travessia contra os 20 meticais normalmente aplicados pelos semicolectivos. |



O INSTITUTO Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) acaba de reforçar as equipas de resgate que procuram salvar as pessoas que continuam em zonas de risco, em consequência das inundações que assolam algumas regiões da província de Sofala. Com efeito, uma equipa central já está posicionada no Centro Operativo de Emergência (CENOE), em Caia, para assegurar que tanto esta operação como a acomodação das vítimas aconteça da melhor maneira possível.