A terra não é um recurso escasso no distrito de Mocuba. Apesar disso, existem conflitos sobre este recurso em torno da capital distrital, já que ali reside cerca de um terço da população do distrito.
De um modo geral, a agricultura no distrito é praticada em regime de consociação de culturas com base em variedades locais e, em algumas regiões, com o recurso à tracção animal e tractores.
Nos anos seguintes a 2000, o cenário de estiagem e seca caracterizado por chuvas irregulares e abaixo do normal criaram uma situação de insegurança alimentar, exigindo do Governo Distrital iniciativas enérgicas de mitigação, de que se destacam:
- Distribuição de sementes e utensílios agrícolas às vítimas das cheias;
- Reabilitação de valas de drenagem nas baixas do distrito;
- Fomento de batata-doce de polpa alaranjada; e
- Aquisição e distribuição de bovinos de fomento.
Para o incremento da produção agrícola o distrito priorizou a montagem de Casas Agrárias de Demonstração de Resultados, a monitoria e avaliação da situação fitossanitária das plantas, a disponibilização de sementes a crédito a grupos de camponeses, a multiplicação local e distribuição de sementes de culturas diversas e a multiplicação e distribuição de material vegetativo de mandioca e de batata-doce de polpa alaranjada, a introdução da tracção animal, a disseminação de tecnologias de baixo custo de produção e armazenamento dos produtos agrícolas, fomento de animais de pequena espécie e de gado bovino, e abertura e povoamento de tanques de piscicultura.
Na criação de um ambiente económico e social cada vez mais favorável a novas e melhores oportunidades de emprego, o distrito observou o arrolamento de 8 operadores do comércio informal da zona rural, visando o seu financiamento pelo FARE e seu enquadramento no sector formal; foi possível o financiamento de operadores do comércio formal para a reabilitação de uma cantina rural na Localidade de Muaquiua e para a construção de duas cantinas rurais nas Localidade de Namanjivira e Alto-Benfica. No tocante a postos de trabalho propriamente ditos, através do sector distrital de relações laborais, foram beneficiados 564 cidadãos, dos quais 91 foram mulheres.
A população das áreas potenciais em recursos florestais foram envolvidas na gestão e seu aproveitamento, o que levou à realização de 28 auscultações comunitárias para a concessão de exploração de madeira, e 3 concessões florestais. Os nativos participaram, indicando as necessidades da comunidade, e que foram atendidas, nomeadamente a manutenção das vias de acesso, o incremento da comercialização agrícola, o reflorestamento e prioridade na colocação de mão-de-obra. Quanto ao saneamento dos resíduos sólidos, foram desenvolvidos aterros sanitários nos mercados municipais de Mugeba e Namanjivira.
A população das áreas potenciais em recursos florestais foram envolvidas na gestão e seu aproveitamento, o que levou à realização de 28 auscultações comunitárias para a concessão de exploração de madeira, e 3 concessões florestais. Os nativos participaram, indicando as necessidades da comunidade, e que foram atendidas, nomeadamente a manutenção das vias de acesso, o incremento da comercialização agrícola, o reflorestamento e prioridade na colocação de mão-de-obra. Quanto ao saneamento dos resíduos sólidos, foram desenvolvidos aterros sanitários nos mercados municipais de Mugeba e Namanjivira. No que diz respeito à extensão rural, para acompanhar a produção no sector familiar foram montadas nas 5 Casas Agrárias, Campos de Demonstração de Resultados (CDR) de diversas culturas com algumas variedades regionais e introduzidas outras como a paprika e o algodão, bem como a abertura de viveiros de fruteiras.
Foi alargado o fomento de gado caprino em Namanjavira, tendo beneficiado numa primeira fase 5 famílias com 20 cabritos. O total de famílias beneficiadas até ao fim do ano 2001, foi e 337 com um efectivo de 1.350 caprinos. A produção da colheita principal é, ainda, insuficiente para cobrir as necessidades de alimentos básicos, que só são satisfeitas com a segunda colheita, com rendimentos não agrícolas ou com outros mecanismos de sobrevivência.
As famílias utilizam diversas fontes de rendimento para satisfazer as necessidades de segurança alimentar do agregado, sendo a venda agrícola a mais significativa, seguida da venda de bebidas tradicionais, artesanato, comércio, pecuária e o emprego formal.
Nos períodos de escassez, as famílias recorrem a uma diversidade de estratégias de sobrevivência que incluem, a compra de alimentos, dentro do próprio distrito ou nos distritos vizinhos, o ganho-ganho a participação em programas de "comida pelo trabalho”, a recolha de frutos silvestres, a caça e a entreajuda familiar.
As principais organizações que apoiam o distrito, sobretudo aquando de calamidades são a IBIS, o PESU e o PMA, cuja actuação inclui a distribuição escolar gratuita de alimentos, a distribuição de sementes e de instrumentos agrícolas.
Fonte: Ministério da Administração Estatal (PERFIL DO DISTRITO) Edição 2005
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