perfil do distrito
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Sábado, 09 Agosto 2008 09:27

 

Localização, Superfície e População 

O distrito  de  Mocuba  localiza-se  na parte  central  da  Província  de  Zambézia,  fazendo limite  com  os  distritos  de  Lugela  e  Errego  ao  Norte;  Maganja  da  Costa  a  Este; Namacurra e Morrumbala a Sul e Milange a Oeste.

Todas estas condições criam possibilidades para elevar a região de Mocuba a um nível que permite  identificá-la   como  um  pólo  de desenvolvimento   económico   e  social  e  de incremento dos distritos limítrofes sob sua influência. Com  uma  superfície1    de  8.733  km2   e  uma  população  recenseada  em  1997  de  214.748 habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 279.483 habitantes, o distrito de Mocuba tem uma densidade populacional de 31.8 hab/km2.

A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1.1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa.

A população é jovem (46%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de 50%) e de matriz semi-urbana (taxa de urbanização de 53%).



Clima, Relevo e Solos

O   clima   do   distrito,   segundo   a   classificação   climática   de Thorntwaite,      é     do         tipo     sub-húmido     (sub-tropical),     sendo influenciado     pela     Zona      de     Convergencia     Inter-Tropical, determinando o padrão de precipitação, com a estação chuvosa de Dezembro   a   Fevereiro,   associado   a   outras   depressões   que condicionam  o estado  do tempo  nas duas  estações,  chuvosa  seca. Resulta de Novembro a Fevereiro um tempo quente e húmido e de Marco a Outubro um tempo seco e fresco, por vezes com precipitações irregulares.

A precipitação  média anual varia de 850 mm na estação de Chingoma,  a 1.300 mm na estação de Malei, a sul da Cidade de Mocuba, e cerca de 1.175 mm na estação climática de Mocuba.


Para  a estação  de  Mocuba,  as  probabilidades  de  ocorrência  de  chuva  durante  a época chuvosa  são  altas  e  muito  regulares  de  Novembro  a  Fevereiro,  mostrando  alguma variabilidade quer no inicio, mês de Novembro, e no fim do período chuvoso, de Abril a Julho,  período  de  transição  para  a  estação  seca.  Em  Agosto  e  Setembro,  o  padrao  e novamente regular mas com chuvas quase inexistentes.

Assim, o período de crescimento para a maioria das culturas alimentares e para a estação de Mocuba e do tipo normal, com um período seco de cerca de 181 dias e, e 136 dias húmidos.

A evapotranspiração  potencial media anual é de 1.386 mm, revelando que os valores da ETP são menores na época seca (valor mínimo em Julho) e valores superiores no inicio da época chuvosa (valores máximos em Outubro e Novembro).  O mês onde ocorre maior stress hídrico é o de Setembro.

A temperatura média mensal varia entre 20 e 27ºC, com a temperatura máxima variando de 27 a 35ºC, e a mínima de 15 a 22ºC. A amplitude térmica mensal varia de 10 a 16ºC. O período mais quente estende-se de Outubro a Fevereiro, sendo os meses mais frios Junho, Julho e Agosto. As temperaturas altas nos meses de Outubro e Novembro associados ao inicio irregular da estação chuvosa normalmente resulta na perda da primeira sementeira. A humidade relativa do ar varia de 60% nos meses secos a 80% nos meses húmidos.

Quanto aos solos, o distrito e caracterizado pela ocorrência de solos vermelhos argilosos, moderadamente  profundos  a  profundos,  das  planícies,  solos  argilosos  pretos  dos  vales largos     onde     eventualmente     dominam     condições     hidromorficas,     solos     arenosos (invariavelmente) na planície ou vales em terreno desenvolvido nas rochas acidas, variando a cor  de  vermelho  (nos  topos  e  declives),  branco  (nas  partes  altas  e  medias  dos  vales), amarelos  (nas  declives  onde  o  lençol  freatico  se  encontra  mais  perto  da  superfície),  a cinzentos, acinzentados escuros e pretos (fundo dos vales).

O Distrito de Mocuba é atravessado pelos rios Licungo e Lugela, mostrando os seus caudais alguma   sazonalidade,   sendo   dominado   por  duas  grandes   regiões   influenciadas   pela fisiografia e altitude, a Baixa Zambezia com altitudes que variam entre 100 e 200 m, com
frequentes ondulações não muito pronunciadas, e que estabelece a transição da zona baixa inferior para uma zona sub-planáltica com altitude de 200 a 400 metros, correspondendo a Media Zambezia.

Esta região e caracterizada  pela ocorrência de terreno suavemente  ondulado a ondulado, com  alguns  acidentes  orográficos  dispersos,  ultrapassando  os  400  metros  de  altitude  e terminando, na sua maioria com os cumes rochosos, conhecidos por inselbergs. A geologia da  região  é  relativamente  uniforme  e  consiste  na  sua  maioria  de  rochas  cristalinas  do Precambrico.

Geomorfologicamente  o distrito faz parte da pediplanicie de denudação da Zambezia que diminui  gradualmente  de  altitude  segundo  o  eixo  noroeste/sudeste  ate  ao  litoral.  Esta pediplanicie  é  uma  superfície  muito  aplanada  pela  remoção  gradual  do  solo  e  material rochoso, resultando posteriormente  numa formação quase plana a suavemente  ondulada. Esta paisagem e sistematicamente  interrompida pela ocorrência de inselbergs e topos das colinas e planícies  arenosas,  remanescentes  de relevo mais antigo erodido ate aos níveis actuais. As planícies são sistematicamente atravessadas por vales profundos em forma de V na paisagem mais acidentada e dissecada, e por vales ou depressões ovais pouco profundas, planas e alagadicas, também conhecidos por dambos.

O  metaformismo  do  Karoo  foi  responsável  pelo  surgimento  de  ocorrências  minerais, algumas  das quais  preciosas  e semipreciosas  com  elevado  valor  comercial,  das quais  se destacam o berilo, tantalite, águas marinhas e esmeraldas, pegmatites, amozonites, microlite, lapdolite, mica rubilite e as pedreiras de Munhiba, Mocuba-Sede e Mugeba-Sede.

 

Fonte: Ministério da Administração Estatal (PERFIL DO DISTRITO)