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Localização, Superfície e População O distrito de Mocuba localiza-se na parte central da Província de Zambézia, fazendo limite com os distritos de Lugela e Errego ao Norte; Maganja da Costa a Este; Namacurra e Morrumbala a Sul e Milange a Oeste.
Todas estas condições criam possibilidades para elevar a região de Mocuba a um nível que permite identificá-la como um pólo de desenvolvimento económico e social e de incremento dos distritos limítrofes sob sua influência. Com uma superfície1 de 8.733 km2 e uma população recenseada em 1997 de 214.748 habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 279.483 habitantes, o distrito de Mocuba tem uma densidade populacional de 31.8 hab/km2.
A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1.1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa.
A população é jovem (46%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de 50%) e de matriz semi-urbana (taxa de urbanização de 53%).
Clima, Relevo e Solos
O clima do distrito, segundo a classificação climática de Thorntwaite, é do tipo sub-húmido (sub-tropical), sendo influenciado pela Zona de Convergencia Inter-Tropical, determinando o padrão de precipitação, com a estação chuvosa de Dezembro a Fevereiro, associado a outras depressões que condicionam o estado do tempo nas duas estações, chuvosa seca. Resulta de Novembro a Fevereiro um tempo quente e húmido e de Marco a Outubro um tempo seco e fresco, por vezes com precipitações irregulares.
A precipitação média anual varia de 850 mm na estação de Chingoma, a 1.300 mm na estação de Malei, a sul da Cidade de Mocuba, e cerca de 1.175 mm na estação climática de Mocuba.
Para a estação de Mocuba, as probabilidades de ocorrência de chuva durante a época chuvosa são altas e muito regulares de Novembro a Fevereiro, mostrando alguma variabilidade quer no inicio, mês de Novembro, e no fim do período chuvoso, de Abril a Julho, período de transição para a estação seca. Em Agosto e Setembro, o padrao e novamente regular mas com chuvas quase inexistentes.
Assim, o período de crescimento para a maioria das culturas alimentares e para a estação de Mocuba e do tipo normal, com um período seco de cerca de 181 dias e, e 136 dias húmidos.
A evapotranspiração potencial media anual é de 1.386 mm, revelando que os valores da ETP são menores na época seca (valor mínimo em Julho) e valores superiores no inicio da época chuvosa (valores máximos em Outubro e Novembro). O mês onde ocorre maior stress hídrico é o de Setembro.
A temperatura média mensal varia entre 20 e 27ºC, com a temperatura máxima variando de 27 a 35ºC, e a mínima de 15 a 22ºC. A amplitude térmica mensal varia de 10 a 16ºC. O período mais quente estende-se de Outubro a Fevereiro, sendo os meses mais frios Junho, Julho e Agosto. As temperaturas altas nos meses de Outubro e Novembro associados ao inicio irregular da estação chuvosa normalmente resulta na perda da primeira sementeira. A humidade relativa do ar varia de 60% nos meses secos a 80% nos meses húmidos.
Quanto aos solos, o distrito e caracterizado pela ocorrência de solos vermelhos argilosos, moderadamente profundos a profundos, das planícies, solos argilosos pretos dos vales largos onde eventualmente dominam condições hidromorficas, solos arenosos (invariavelmente) na planície ou vales em terreno desenvolvido nas rochas acidas, variando a cor de vermelho (nos topos e declives), branco (nas partes altas e medias dos vales), amarelos (nas declives onde o lençol freatico se encontra mais perto da superfície), a cinzentos, acinzentados escuros e pretos (fundo dos vales).
O Distrito de Mocuba é atravessado pelos rios Licungo e Lugela, mostrando os seus caudais alguma sazonalidade, sendo dominado por duas grandes regiões influenciadas pela fisiografia e altitude, a Baixa Zambezia com altitudes que variam entre 100 e 200 m, com frequentes ondulações não muito pronunciadas, e que estabelece a transição da zona baixa inferior para uma zona sub-planáltica com altitude de 200 a 400 metros, correspondendo a Media Zambezia.
Esta região e caracterizada pela ocorrência de terreno suavemente ondulado a ondulado, com alguns acidentes orográficos dispersos, ultrapassando os 400 metros de altitude e terminando, na sua maioria com os cumes rochosos, conhecidos por inselbergs. A geologia da região é relativamente uniforme e consiste na sua maioria de rochas cristalinas do Precambrico.
Geomorfologicamente o distrito faz parte da pediplanicie de denudação da Zambezia que diminui gradualmente de altitude segundo o eixo noroeste/sudeste ate ao litoral. Esta pediplanicie é uma superfície muito aplanada pela remoção gradual do solo e material rochoso, resultando posteriormente numa formação quase plana a suavemente ondulada. Esta paisagem e sistematicamente interrompida pela ocorrência de inselbergs e topos das colinas e planícies arenosas, remanescentes de relevo mais antigo erodido ate aos níveis actuais. As planícies são sistematicamente atravessadas por vales profundos em forma de V na paisagem mais acidentada e dissecada, e por vales ou depressões ovais pouco profundas, planas e alagadicas, também conhecidos por dambos.
O metaformismo do Karoo foi responsável pelo surgimento de ocorrências minerais, algumas das quais preciosas e semipreciosas com elevado valor comercial, das quais se destacam o berilo, tantalite, águas marinhas e esmeraldas, pegmatites, amozonites, microlite, lapdolite, mica rubilite e as pedreiras de Munhiba, Mocuba-Sede e Mugeba-Sede.
Fonte: Ministério da Administração Estatal (PERFIL DO DISTRITO) |